MEO Marés Vivas: o primeiro dia com casa nova

Um novo espaço, casa esgotada, uma odisseia ao passado com Bryan Adams e James e um primeiro dia muito bem fechado. O MEO Marés Vivas está de regresso a Gaia num espaço que, segundo a organização, é cinco vezes maior que o anterior.

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Sofia Felgueiras
Jornalista
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Paulo Pinho
Fotógrafo
Sábado, 16 de Julho de 2022, às 08:30

Foram três anos de ausência que deixaram muitas saudades. Este é o festival de família, transversal a todas as idades e sempre com um cartaz bem composto, em que, todos os verões, a passagem é obrigatória. Desta vez, no antigo Parque de Campismo da Madalena.

Os dedos já quase não chegam para contabilizar a quantidade de vezes que Portugal recebeu James, mas mais uma é sempre bom. Se há característica que Tim Booth não perde é a genica com que  passeia pelo palco e se dirige às pessoas.

A banda demonstra um certo medo sobre a ideia de envelhecer, pelo que combate de forma incrível essa tendência com uma dinâmica muito enérgica para se tentar manter o mais actual possível!

Estes ícones britânicos de indie rock e britpop trouxeram a palco também alguns temas sociais, como uma mensagem reprovadora contra o fascismo em "All the Colours of You" e a importância da mulher na sociedade.

Os clássicos seguidos não faltaram - "Sit Down", "Sometimes", "Tomorrow" e "Come Home" com direito ainda a um surfzinho entre a multidão.

Mas as pessoas já só queriam uma coisa: Bryan Adams! Não é uma estreia, é um regresso, mas o cantor canadiano, por onde passa, continua a largar suspiros: quer pela imagem, quer pelas letras das músicas ou pelos incríveis solos de guitarra.

Uma vez mais, o público português demonstrou ser o melhor anfitrião que alguém pode ter! Os gritos de "estamos aqui, Bryan" fizeram-de ouvir, as letras é certo que estavam na ponta da língua e não faltaram t-shirts de apoio ao cantor.

Provou ser um artista que, sem dúvida, atravessa gerações, pois mesmo os mais novos conhecem as músicas e não deixaram de gravar com os telefones para partilhar com amigos e familiares que não puderam estar presentes.

Se alguém é a pura rockstar, é ele mesmo. Aos 62 anos é dono de uma energia sem limites, numa noite em que falou várias vezes em português e deixou bem claro: "Estes dois ecrãs são para verem os vossos melhores momentos".

"Please forgive me", "Shine a Light", "Here I Am", "(Everything I Do) I Do It for You" - não nos faltou nenhum clássico, nem os arrepios, nem um final grandioso com um grito de ?beijinhos!!?.

A tarde foi aberta com muita energia no palco, com The K's e Maxïmo Park, mas Miguel Araújo foi mesmo o responsável por preencher os espaços verdes todos do relvado sintético à frente do palco.

Feliz por tocar de dia, ao contrário de muitos músicos, sente-se realizado por encher a casa assim, de repente, num sítio que, para o músico do norte, tem muita magia. E ainda teve direito a conhecer Mr. Bryan Adams antes da sua atuação!

Com as letras nos ecrãs laterais ao palco, ouviram-se todos os sucessos da rádio, acompanhado pela sua banda maravilha e numerosa! Uma ou outra lágrima pela plateia, principalmente em "Anda Comigo Ver Os Aviões", mas uma explosão de energia e qualidade musical, sem dúvida!

Para o segundo dia, todas as atenções estão no regresso a Portugal de Maluma, a estrela colombiana que já é rei no pop latino e dono de tantos sucessos aguardados a 16 de Julho.

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