The Weeknd no Estádio do Restelo: o que esperar dos concertos
The Weeknd / Nabil Elderkin
Abel Tesfaye, o canadiano que o mundo conhece como The Weeknd, começou por editar uma trilogia de mixtapes em 2011, com Drake e Juicy J e uma versão de "Dirty Diana", de Michael Jackson. Estreou-se ao vivo em Portugal ainda nesse arranque de carreira, na primeira edição do festival Primavera Sound Porto, em 2012. Catorze anos depois, é uma das maiores estrelas do pop mundial, e regressa a Lisboa para dois concertos no Estádio do Restelo, a 5 e 6 de setembro, com Playboi Carti e Prince 85 na primeira parte.
Além dos êxitos "Blinding Lights", "Starboy" ou "Can't Feel My Face", The Weeknd traz ainda os temas da trilogia mais recente: After Hours (2020), Dawn FM (2022) e Hurry Up Tomorrow (2025).
Na promoção do álbum Hurry Up Tomorrow, Abel Tesfaye admitiu à revista W Magazine: "Vou continuar a fazer música, talvez enquanto Abel, talvez enquanto The Weeknd. Mas ainda quero matar o The Weeknd." Em Estocolmo, no início de agosto, garantiu ao público precisamente o contrário: que nunca iria desaparecer, e que já tinha tentado a reforma, mas não tinha gostado do resultado. Seguiram-se cinco concertos esgotados em Wembley, Londres.
Ao longo da carreira, já acumulou vários temas acima dos mil milhões de streams no Spotify, incluindo "Blinding Lights", o mais ouvido de sempre na plataforma, quatro prémios Grammy e uma nomeação aos Óscares por "Earned It", tema do filme "As Cinquenta Sombras de Grey" (2015).
O concerto dura cerca de duas horas e reúne quase quatro dezenas de temas, entre regressos ao início da carreira, como "Wicked Games" e "House of Balloons", e colaborações como "Creepin'", com Metro Boomin, "Moth to a Flame", com os Swedish House Mafia, e "Lost in the Fire", com Gesaffelstein.
O espetáculo conta ainda com um forte jogo de pirotecnia e luzes, além de uma escultura de um androide dourado com 12 metros de altura, criada pelo artista japonês Hajime Sorayama, posicionada no centro da passadeira em forma de crucifixo que se estende pelo relvado.
O palco replica uma paisagem urbana pós-apocalíptica, cenário assinado por Alexander Wessely, que já trabalhou com FKA Twigs, Kanye West e Rosalía. Dentro das ruínas dos edifícios estão os elementos da banda.
A imprensa britânica tem sido rendida ao espetáculo: o "Evening Standard" descreveu-o como "uma odisseia sombriamente dramática" de 39 temas, e o "The Telegraph" resumiu-o como "um espetáculo deslumbrante do seu próprio ego", e elogia ainda o contraste entre a máscara sinistra usada por Abel Tesfaye durante boa parte do concerto e o sorriso que mostra ao tirá-la.
A digressão "After Hours Til Dawn Tour" segue em andamento desde 2022, com o alinhamento a mudar consoante os novos álbuns editados pelo caminho. Em 2025, tornou-se a mais lucrativa de sempre por um artista masculino a solo, com mais de 850 milhões de euros arrecadados e mais de sete milhões e meio de bilhetes vendidos. Ocupa hoje o terceiro lugar do top geral das digressões que mais dinheiro fizeram, atrás apenas da "The Eras Tour", de Taylor Swift, e da "Music of the Spheres World Tour", dos Coldplay, à frente de nomes como U2, Elton John, Metallica ou Rolling Stones.
Alinhamento provável
Main Stage
01 Baptized in Fear
02 Open Hearts
03 Wake Me Up
04 After Hours
05 Starboy
06 Heartless
07 Faith
08 Cry for Me
09 São Paulo
10 Until We're Skin & Bones
11 Take My Breath
12 Sacrifice
13 How Do I Make You Love Me?
14 Can't Feel My Face
15 Lost in the Fire (cover de Gesaffelstein)
16 Often
17 Given Up on Me
18 I Was Never There
19 The Hills
20 Timeless (com Playboi Carti)
21 Rather Lie (cover de Playboi Carti, com Playboi Carti)
22 Creepin' (cover de Metro Boomin)
23 Niagara Falls
24 One of the Girls
25 Stargirl Interlude
26 Out of Time
B-Stage
27 I Feel It Coming
28 Die for You
29 Is There Someone Else?
30 Wicked Games
Main Stage
31 Call Out My Name
32 The Abyss
33 Save Your Tears
34 Less Than Zero
35 Blinding Lights
36 Without a Warning
Encore
37 House of Balloons
38 Moth to a Flame (cover dos Swedish House Mafia)