Os concertos que marcaram 2025
De Gracie Abrams em fevereiro a Marilyn Manson em novembro, Portugal consolidou-se como destino essencial nas digressões mundiais.
O ano de 2025 ficou na história da música ao vivo em Portugal. Entre as estreias aguardadas, as reuniões celebradas e os concertos que esgotaram em poucas horas, o país recebeu uma programação que cobriu todos os géneros e gerações, dos palcos intimistas aos grandes estádios.
Fevereiro a maio: o arranque em força
O ano começou com a Gracie Abrams a estrear-se em Portugal no dia 11 de fevereiro na MEO Arena, no âmbito da digressão "The Secret of Us Tour". Três dias depois, foi a vez dos Franz Ferdinand abrirem a digressão europeia de apresentação de "The Human Fear" na Aula Magna de Lisboa, no dia 14 de fevereiro.
A 28 de fevereiro, os Skunk Anansie atuaram no Coliseu do Porto Ageas com a "European Tour 2025", no mesmo dia em que o Plutónio deu o primeiro de dois concertos consecutivos esgotados na MEO Arena com a apresentação do álbum "Carta de Alforria". O rapper português voltou a encher a sala no dia 3 de março, num espectáculo que consolidou o seu estatuto como um dos maiores nomes da música urbana nacional.
O mês de março trouxe o Nininho Vaz Maia, que esgotou dois dias consecutivos na MEO Arena (15 e 16 de março), e a primeira passagem do Feid por Portugal com a "Europe Fastest Tour", com concertos no Coliseu do Porto Ageas e no Coliseu dos Recreios em Lisboa, nos dias 18 e 20 de março, respetivamente. O artista colombiano conquistou o público português com a sua mistura de reggaeton e R&B, e deixou claro que veio para ficar.
O mês de maio destacou-se com a passagem dos The Lumineers pela MEO Arena no dia 2 de maio, num concerto repleto de emoção e nostalgia. No dia 7 de maio, a Tate McRae subiu ao palco da MEO Arena com a "Miss Possessive Tour" e confirmou porque é um dos maiores fenómenos pop do momento. A fechar o mês, Rod Stewart atuou no dia 13 de maio na MEO Arena com a digressão "One Last Time". Aos 80 anos, o veterano rock mostrou que continua a fazer inveja a muitos artistas mais jovens.
Junho e julho: o verão dos gigantes
O mês de junho arrancou com os Guns N' Roses no Estádio Cidade de Coimbra no dia 6 de junho, e no dia seguinte os Calema encheram o Estádio da Luz. Entre os dias 12 e 15 de junho, o Primavera Sound Porto recebeu nomes como Charli XCX, Deftones, Turnstile, Fontaines D.C. e Parcels.
A meio do mês, os Silence 4 iniciaram a digressão de celebração dos 30 anos de carreira com dois concertos no Teatro José Lúcio da Silva em Leiria, nos dias 13 e 14 de junho.
Ainda em junho, o Matuê levou a "333 Tour" à MEO Arena no dia 14. Entre os dias 19 e 21 de junho decorreu o festival MEO Kaloroma no Parque da Bela Vista, com a FKA twigs a destacar-se no dia 20 com a apresentação da "Eusexua Tour". A artista britânica trouxe o álbum "EUSEXUA", aclamado pela crítica internacional que lhe atribuiu 9,1 em 10 na Pitchfork, e confirmou porque é um dos nomes mais inovadores da pop alternativa e eletrónica.
No dia 26, os Imagine Dragons encheram o Estádio da Luz num espetáculo com luzes, pirotecnia e os grandes êxitos da banda norte-americana. O Evil Live Festival decorreu entre os dias 27 e 29 de junho no Estádio do Restelo, com Judas Priest no dia 27, Korn no dia 28 e Slipknot no dia 29. Os Slipknot confirmaram porque continuam a ser uma das formações mais intensas do metal.
O mês de julho começou com Iron Maiden na MEO Arena no dia 6, seguido pelo Rauw Alejandro no dia 9 na mesma sala. Entre os dias 10 e 12 de julho decorreu o festiva NOS Alive em Algés, com alguns dos concertos mais marcantes do ano. Olivia Rodrigo levou "GUTS World Tour" ao palco principal e confirmou o seu estatuto como uma das maiores estrelas pop da atualidade. Os Nine Inch Nails entregaram uma das melhores atuações do ano, numa performance avassaladora que recordou ao público português a força brutal da banda de Trent Reznor. Os Muse surpreenderam crítica e público com aquele que muitos consideraram o melhor concerto da banda em Portugal nos últimos anos, e regressaram à forma que os consagrou como uma das maiores bandas de rock ao vivo. Para muitos espectadores, os Muse salvaram um cartaz que foi rececionado com alguma reserva. O Benson Boone completou a programação do festival.
No dia 15 de julho, Kylie Minogue regressou a Portugal pela primeira vez desde 2011 com a "Tension Tour" na MEO Arena. A rainha da pop australiana trouxe os temas do álbum "Tension" e os clássicos que marcaram décadas.
A 27 de julho, Kendrick Lamar e SZA juntaram-se no Estádio do Restelo numa colaboração inédita que muitos consideraram um dos melhores concertos do ano, apesar das críticas à organização do evento e às condições do Estádio do Restelo para produções deste nível. Dois dias depois, Lionel Richie levou a "Say Hello to The Hits Tour" à MEO Arena.
Agosto a dezembro: o fecho memorável
O mês de agosto ficou marcado pela passagem de Shawn Mendes pela MEO Arena no dia 28, onde apresentou o álbum "Shawn" numa atuação mais intimista e acústica. A 14 de setembro, Post Malone fechou a etapa europeia da "The Big Ass World Tour" no Estádio do Restelo, com o Jelly Roll como convidado especial. O concerto marcou a despedida da digressão mundial e trouxe os temas do álbum "F-1 Trillion", onde o artista norte-americano mergulhou nas sonoridades country. Para a Backstage, foi um dos melhores concertos do ano, com uma entrega a 100%, apesar da fraca aderência do público que não esgotou totalmente o recinto. O artista norte-americano destacou-se pela forma como se entregou ao público português, multiplicou-se em autógrafos e fotografias, e reconheceu o carinho recebido numa noite onde deu tudo em palco. Para a Backstage, foi um dos artistas que mais merecia ter o estádio completamente cheio.
O final do ano reservou ainda nomes de peso. Ethel Cain estreou-se em Portugal sob o nome próprio Willoughby Tucker com o concerto "I Will Always Love You" no Lisboa ao Vivo, no dia 9 de novembro. Os Silence 4 continuaram a digressão de celebração dos 30 anos com três concertos esgotados na Super Bock Arena no Porto, nos dias 13, 14 e 15 de novembro. Os OneRepublic passaram pela MEO Arena no dia 16 de novembro com a digressão de celebração dos maiores êxitos da banda. James Arthur esgotou dois concertos no Sagres Campo Pequeno nos dias 16 e 17 de novembro com a "The Pisces World Tour", onde apresentou o álbum "Pisces". No dia 17 de novembro, foi a vez do Till Lindemann atuar na MEO Arena, onde trouxe a intensidade e teatralidade que o caracterizam como vocalista dos Rammstein. Novembro fechou no dia 30 com o Marilyn Manson no Sagres Campo Pequeno, numa atuação que trouxe de volta a teatralidade e provocação que caracterizam o artista norte-americano.
Dezembro ficou marcado pela conclusão da digressão de celebração dos 30 anos de carreira dos Silence 4, com dois concertos esgotados na MEO Arena em Lisboa, nos dias 12 e 13 de dezembro. Para a Backstage, os Silence 4 assinaram alguns dos melhores concertos de 2025, consolidando-se como um dos grandes fenómenos nacionais do ano.