Moby doa cachê do Coachella à defesa dos direitos dos animais
Moby / Travis Schneider
Moby vai distribuir a totalidade do cachê dos dois concertos no Coachella pelas organizações Physicians Committee for Responsible Medicine, Mercy for Animals, The Humane League e Direct Action Everywhere. O músico norte-americano é o único artista do cartaz que também atuou na primeira edição do festival, em 1999.
"O meu trabalho principal na vida é o ativismo pelos direitos dos animais. Por isso, a minha esperança é usar a visibilidade e a receita do Coachella para apoiar financeiramente estas organizações", afirmou num vídeo publicado no Instagram.
Em entrevista à NME em 2023, Moby explicou como o seu manager o convenceu a voltar à estrada depois de uma década de ausência dos palcos. "Durante anos, o meu manager tentou convencer-me a fazer uma digressão, com a perspetiva de ganhar dinheiro ou o glamour de estar em palco, e eu dizia que estava feliz a tocar canções acústicas do Neil Young em angariações de fundos no meu jardim. Ele percebeu que a única coisa a que eu não conseguia dizer não, era dar todo o dinheiro a organizações de direitos dos animais. A ironia é que a única forma de me pôr em digressão é garantir que não fico com nada."
A decisão é coerente com o percurso de Moby, que em 2024 doou 100% dos lucros da digressão europeia a causas de defesa dos animais e que este ano celebra 39 anos de veganismo. Para além do Coachella, atua este verão no Rock Werchter, na Bélgica, no Mad Cool Festival, em Madrid, e no Montreux Jazz Festival, na edição dos 60 anos. No Reino Unido, tem um concerto em Londres e um espetáculo em Brighton Beach, o primeiro na cidade em mais de 25 anos. Em fevereiro, lançou Future Quiet, o seu 23.º álbum de estúdio.