Qua, 27 Nov 2019 às 12:22

Vampire Weekend regressam a Lisboa para fazer a festa e aquecer o Coliseu

Pela segunda vez este ano, os Vampire Weekend regressaram a Portugal. Depois de um primeiro concerto como cabeças de cartaz do festival NOS Alive 19’, a banda norte-americana regressou agora para um concerto em nome próprio no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Integrado na tour de lançamento do último álbum “Father of the Bride”, este foi precisamente o último concerto da tour em solo europeu.

E desengane-se quem pense que, por ser o segundo concerto da banda no espaço de alguns meses, iria haver uma menor afluência. Pelo contrário, o Coliseu encheu por completo para receber a jovem banda nova-iorquina. Tal como Ezra Koenig, vocalista e líder da banda, fez questão de frisar por diversas vezes ao longo do concerto, esta foi a primeira atuação em nome próprio no nosso país nos últimos nove anos. Talvez esse facto ajude a explicar a enchente que se verificou.

Quanto ao concerto, a primeira parte ficou a cargo dos dinamarqueses Liss. A banda, que desde 2015 tem lançado vários EPs e singles, aproveitou a sua primeira atuação em solo português para se dar a conhecer ao público que ia chegando ao longo dos 30 minutos de concerto.

Já com o Coliseu bem lotado, eram 21h30 quando os Vampire Weekend subiram ao palco. Com o lançamento do seu último álbum a banda pretendia chamar a atenção para alguns problemas globais, nomeadamente o das alterações climáticas no nosso planeta. O planeta Terra gigante colocado como objeto de fundo no palco, semelhante ao que está também na capa deste álbum, lembrava o público desses mesmos problemas e de que é preciso tomar medidas para mudar o rumo dos acontecimentos.

Ao longo de cerca de duas horas, os sete músicos presentes em palco percorreram temas de todos os álbuns da banda, com especial ênfase, naturalmente, para o mais recente “Father of the Bride”, que dá nome a esta tour. O tema “Step” levou ao primeiro grande momento da noite no Coliseu, mas foi com “Harmony Hall”, tema mais conhecido como “aquela música que passa na rádio”, que o público realmente despertou, tendo de seguida vibrado ao som de “Diane Young”, “Cousins” e “A-Punk”. “Jerusalem, New York, Berlin” foi o tema que encerrou a primeira parte do concerto.

Com o entusiasmo do público em alta o grupo regressou ao palco para um encore, desta vez em modo “disco pedidos”. O vocalista Ezra Koenig foi apontando aleatoriamente fãs da plateia para escolher o próximo tema do alinhamento, recaindo as escolhas primeiro em “Boston (Ladies of Cambridge)” e depois em “My Mistake”, com a banda a ir mais além convidando Giacomo, um jovem italiano que veio de Nápoles para assistir ao concerto, a subir ao palco para acompanhar a música ao piano. Para encerrar as escolhas do público, foi ainda escolhido o tema “The Kids Don’t Stand a Change”, tendo o concerto terminado pouco depois ao som de “Walcott”.

Os temas dos Vampire Weekend incorporam vários estilos e ao longo do concerto essas mudanças foram percetíveis, com o público a entrar numa espécie de carrossel enquanto a banda navegava pelo rock, pop, indie e, inclusivamente, country dos seus temas. Talvez essa seja a razão para a banda agradar a uma faixa etária tão abrangente. Foi curioso verificar a diversidade geracional de público presente nas bancadas. Com pouco mais de dez anos de carreira e quatro álbuns lançados, o indie rock dos Vampire Weekend parece agradar a miúdos e graúdos.

O concerto fez-se assim em sentido ascendente, com o entusiasmo a subir à medida que a plateia era contagiada pela alegria, dedicação e energia com que a banda atuava em cima do palco. E se por um lado passaram nove antes desde a última atuação em nome próprio, certamente não deverá passar tanto tempo até um novo regresso. Pelo menos a avaliar pelo clima de festa que se viveu ao longo das duas horas de concerto, naquele que foi o mais longo e, muito provavelmente, o melhor concerto dos Vampire Weekend em Portugal, irá com certeza haver um regresso. Ezra Koenig, sempre muito comunicativo ao longo do concerto, garantiu no final – não haveria melhor maneira de terminar a tour europeia do que com o público português que esteve presente no Coliseu dos Recreios. E numa noite de novembro tão fria a chuvosa, não haveria também melhor forma de aquecer o corpo e a alma daqueles que ali se deslocaram.

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