/ Backstage - Bruno Correia
Sáb, 9 Nov às 23:43

Sam The Kid fez magia no Coliseu do Porto

Pouco faltava para as 22:00 e o Coliseu do Porto começava a ficar completo. Fãs de vários cantos do país e de várias idades rumaram todos à mesma sala por um objetivo comum: presenciar um momento que se esperava inesquecível e inigualável.

A apresentação do protagonista da noite ficou a cargo do próprio pai. Napoleão Mira abriu as hostilidades recitando um poema acompanhado da orquestra dirigida pelo maestro Pedro Moreira e pelos músicos de Orelha Negra (conjunto do qual Sam The Kid faz parte), que permaneceram até ao final do concerto.

Sam The Kid entrou em palco com a deixa “Eis aqui a nossa história”, iniciando assim a viagem por 20 anos de temas cuidadosamente criados.

Samuel Mira (Sam The Kid), à semelhança do concerto dado no passado dia 18 de outubro em Lisboa, aproveitou para evocar vários momentos e vários amigos que o acompanharam durante o seu percurso. O primeiro convidado foi o rapper NBC, para acompanhar STK em “Juventude é mentalidade” (2006).

Apesar de um Coliseu do Porto a rebentar pelas costuras, Sam preparou um concerto intimista, referindo essa sua vontade várias vezes durante o concerto. Um dos momentos mais íntimos e sentimentais de toda a noite foi com “Sangue” (2002), tema que conta com a participação do seu avô, acompanhado de imagens dos dois na tela de fundo do palco.

Com a ajuda de Xeg e Sanryse, o Coliseu viajou até ao álbum “Entre(tanto)” de 1999.

Mundo Segundo foi um dos convidados mais aclamados da noite. O rapper gaiense cantou com Sam The Kid os dois temas da dupla, “Gaia/Chelas” (2019) e “Tu não sabes” (2017).

Como um concerto deste género merece, clássicos como “O recado” (2002), “Não percebes” (2002), “Retrospectiva de um amor profundo” (2006), “O Hereditário” (2006) e “16/12/95” (2006), foram acompanhados da voz sentida do público em plena sincronia com o artista.

Após um momento de instrumental com os Orelha Negra, chegou um dos momentos altos da noite: a entrada de Carlão e SP Deville. Os três rappers cantaram “O Crime do Padre Amaro” (2005).

Mundo Segundo voltou a aparecer para o momento em que o Coliseu quase foi a baixo com aquele que provavelmente é o hino da carreira de Sam The Kid: “Poetas de Karaoke” (2006).

Ainda antes do concerto começar, um grupo de amigos tentava imaginar o que iria na cabeça de Samuel nos momentos de criação no seu quarto. Isso será sempre impossível de decifrar, mas Sam parece conhecer os fãs e trouxe o seu quarto para o palco do Coliseu. Sam The Kid terminou a noite sentado numa cadeira de escritório, debruçado sobre uma secretária com um candeeiro ao lado, de modo a recriar o seu “quarto mágico”. Sentado na cadeira cantou “Sendo Assim”, tema do seu mais recente álbum “Mechelas” (2018).

“Estive de alma e coração a viver este momento que nunca vou esquecer” disse STK aos fãs emocionados que gritavam “Sam! Sam! Sam!”. Se dúvidas houvesse, os olhos brilhantes de um artista que raramente transparece as suas emoções fora da música, não deixaram dúvidas que estávamos perante um momento único da sua carreira.

Sem encore, Sam The Kid despediu-se do público com todos os convidados no palco que fizeram parte de uma noite mágica, deixando os fãs rendidos ao momento que ali viveram e ao talento de Sam considerado por muitos a maior lenda do hip hop português.

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