Reportagem

NOS Alive 2016

E quando pensamos que o NOS Alive já não nos pode surpreender mais, eis o que acontece: volta a surpreender-nos e confirma-nos que não é por acaso que é considerado um dos melhores festivais da Europa e, este ano, considerado ainda um dos 10 melhores festivais do mundo de 2016.

No primeiro dia do evento, o algarvio Môce dum Cabréste divertiu e encheu o espaço do Jardim Caixa. Os Dead Combo e as Cordas da Má Fama, Raquel Tavares e Marco Rodrigues foram os primeiros a estrear o novíssimo espaço do festival: o EDP Fado Café. O palco Heineken, mais uma vez, contou sempre com uma grande afluência de festivaleiros, nomeadamente nos concertos de The Happy Mess, 2ManyDjs e Soulwax. No palco NOS Clubbing, Branko surpreendeu pela positiva com um grande espetáculo de zouk bass, e SG Lewis também não ficou aquém das expetativas, com uma eletrónica mais lenta mas com batidas e letras fortes. The 1975, no palco NOS, contou com um público mais jovem que cantou os êxitos da banda e Robert Plant e Pixies "aqueceram" ainda mais o espaço para os The Chemical Brothers, que fecharam o palco com um grande espetáculo multimédia, onde não faltaram robôs com luzes, e passando os seus principais hits mas sobretudo os temas do seu último álbum, "Born in the Echoes", lançado em 2015.

Segundo dia do NOS Alive, mais um dia quente no Passeio Marítimos de Algés. Este dia ficou marcado pela curadoria do português Deejay Kamala no NOS Clubbing, depois de no ano passado ter atuado neste mesmo espaço, provando que o que é português é bom. Ainda de tarde, Mundo Segundo e Sam the Kid, acompanhados pelo Dj Cruzfader, animaram o público jovem do espaço. Os HBM, que na edição anterior abriram o palco NOS num dos dias do festival, contaram com convidados muito especiais para delírio dos festivaleiros: Carminho, que cantou em conjunto com o grupo "O Amor é Assim", e Agir, que atuava no dia seguinte no palco NOS, não deixou passar a oportunidade de preparar o público para esse dia, interpretando "Ela Parte-me o Pescoço". E enquanto os festivaleiros dançavam e vibravam na atuação de MGDRV, as lanternas dos telemóveis elevavam-se no palco NOS com os primeiros temas de Radiohead. Mais uma vez, o palco Heineken encheu-se em praticamente em todos os concertos, e a atuação de Father John Misty não foi exceção, assim como Two Door Cinema Club, que também já passaram pelo palco NOS em edições anteriores, "esgotando" aquele espaço e contagiando o público com a sua energia. No palco NOS, pela primeira vez em Portugal, Years & Years entraram em grande, cantando os seus principais temas e alguns covers, para êxtase dos fãs. Depois desta atuação, os espetáculos seguintes só podiam melhorar e foi o que aconteceu com Foals, Tame Impala e Radiohead a fechar o espaço em grande, sendo estes últimos os únicos a atuar no recinto àquela hora.

No terceiro dia do evento, no NOS Clubbing, a portuguesa Isaura cantou para um grande público e a última atuação deste espaço ficou a cargo de Boys Noize. No palco Heineken, o último espetáculo foi de Ratatat, que ainda divertiu – e muito! – os últimos festivaleiros desta 10ª edição. Neste último dia de Alive, coube a Agir a abertura do palco NOS, onde atuou pela primeira vez e interpretou os seus maiores êxitos, sempre em coro com o público. O artista não se esqueceu do Fado e convidou ainda Filipe Gonçalves para cantar o tema "Ela só Quer", mas a grande surpresa foi mesmo um dos elementos da sua banda: o guitarrista dos Arcade Fire. De seguida atuaram Vetusta Morla, Band of Horses, Arcade Fire, num concerto com muita energia e onde não faltou um cachecol de Portugal e uma corridinha entre o público, e os M83, que encerraram o palco da melhor forma possível, com todos a dançar. De relembrar que o NOS Alive não esquece as causas e projetos sociais, financiando bolsas científicas (inscrições para o próximo ano até 31 de agosto de 2016) e de empreendedorismo social. Esta 10ª edição do festival aconteceu nos dias 7, 8 e 9 de julho, no Passeio Marítimo de Algés, em Oeiras, e reuniu cerca de 165 mil pessoas – 32 mil estrangeiros, mais do que na edição anterior, de 88 nacionalidades – e mais de 400 jornalistas – cerca de uma centena da imprensa internacional.

E, como é habitual, já foram divulgadas as datas da 11ª edição: 6, 7 e 8 de julho de 2017. And yes, the dream is real!

Texto: Leonor Rodrigues

Fotografia: Ana Sinde e Paulo Pinho

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