/ Backstage - Cláudia Lobo
Qui, 25 Jul às 22:49

Muse trazem a sua visão futurista a Lisboa na apresentação do seu último álbum

Menos de duas semanas após o encerramento do NOS Alive '19, o Passeio Marítimo de Algés regressou aos grandes concertos. Apesar do recinto estar agora bem mais despido, esta poderia muito bem ser considerada uma data extra do festival, uma vez que para além de Muse, marcaram ainda presença duas bandas que têm acompanhado o grupo ao longo desta tour.

Com o sol ainda bem alto, eram 17h30 quando os Mini Mansions subiram ao palco para a primeira atuação do dia. A banda, natural de Los Angeles, atuou perante uma plateia ainda a compôr-se e aproveitou para anunciar o lançamento do seu novo álbum "Guy Walks Into a Bar...".

Pouco depois, e já com o céu em modo lusco-fusco, foi a vez de Miles Kane subir ao palco. O músico britânico, que para além deste projeto a solo também faz parte dos The Last Shadow Puppets em conjunto com Alex Turner (Arctic Monkeys), acabou por ser bem-sucedido na árdua tarefa de prender o público numa altura em que as filas para restauração já se começavam a alongar.

Passava pouco das 21h30 quando os Muse entraram em palco para dar início a um espetáculo que seria muito mais do que um concerto. Com um ecrã gigante maior do que o próprio palco, uma coreografia ensaiada ao pormenor por vários dançarinos e muitos efeitos visuais à mistura, estava criado um cenário futurista, diria mesmo apocalítico, que transportava o espectador para um espetáculo quase teatral.

Não há dúvida que a dimensão de todo este espetáculo audiovisual é impressionante. Mas o que se ganha em efeitos especiais, acaba por se perder na comunicação e na ligação da banda com o público. O facto de estar tudo programado ao pormenor da primeira à última música, faz com que não exista margem para momentos de interação, levando o público a ficar mais absorvido naquela imensidão de luzes e neons, numa espécie de realidade virtual, e menos entusiástico em relação à própria música.

E assim se desenrolou o concerto. Musicalmente sem nada a apontar, os Muse voltaram a mostrar a competência de sempre. Integrado na tour "Simulation Theory", o concerto servia o propósito de apresentar o seu mais recente álbum, lançado em 2018. Com uma sonoridade mais eletrónica do que nos tinha habituado nos primeiros álbuns, a banda tocou alguns dos novos temas como "Algorithm", "Pressure", “Propaganda" e "Thought Contagion".

Houve também espaço para alguns clássicos como "Plug in Baby", "Hysteria", "Time is Running Out" e "Supermassive Black Hole", para satisfação dos seguidores da banda desde os seus primórdios. Temas como "Psycho", "Uprising" e "Starlight" também fizeram parte do alinhamento.

Após duas horas de espetáculo, o concerto terminou com a habitual "Knights of Cydonia", tema com o qual a banda tem finalizado os seus concertos nos últimos anos. A despedida deu-se com um "Obrigado Lisboa", as luzes apagaram-se e o público voltou à realidade. Os Muse têm-se reinventado de álbum para álbum, resta-nos agora esperar para ver qual será a próxima etapa desta transformação, sendo certo que não será fácil bater a grandiosidade do concerto desta noite.

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