/ Backstage - Paulo Pinho
Ter, 1 Out às 00:49

A viagem mágica pilotada por Yann Tiersen

Após atuar em Lisboa, Yann Tiersen atuou esta segunda-feira, dia 30 de setembro, no Coliseu Porto Ageas. O músico francês apresentou o seu mais recente álbum “All” lançado em fevereiro deste ano e gravado na ilha de Ushant (Eusa em Bretão), na costa oeste de França, onde o músico vive.

A abertura do concerto ficou a cargo de Geysir. A dupla de músicos recebeu o público que ia chegando, com uma sonoridade eletrizante.

Após um breve intervalo, a luz baixou e uma voz com um sotaque carregado do Norte de Inglaterra percorria as paredes do coliseu. A voz feminina descrevia a dança do caçador e da presa na natureza, personificados pelo lobo e o veado. Na sua declamação explicou que o desejo do homem é matar o predador, domesticar a natureza e depois ficar em paz e sossego. No entanto, esse comportamento leva a um desequilíbrio natural, criando o caos. A única verdadeira paz, beleza e equilíbrio está na natureza. A sala ficou em silêncio, Yann Tiersen entrou, sentou-se no banco do piano ao som de aplausos e iniciou viagem.

O multi-insrumentalista bretão veio a Portugal apresentar o seu mais recente álbum “All”, mas abriu as hostilidades com “Porz Goret”, um dos temas que compõem “EUSA”, álbum lançado em 2016 que com “Infinity” (2014) e “All” (2019) compõem uma série de álbuns que estão ligados entre si.

Ao som do piano juntou-se o som da natureza, dimensão presente durante todo o concerto. Pode ouvir-se as ondas do mar, pássaros, passos, murmurinhos de crianças, … Sons gravados na natureza da região da Bretanha, França, e em Devon, Inglaterra. Os únicos sons de área urbana presente no álbum são de Tempelhof, aeroporto em Berlim que foi desativado e tomado pela natureza.

Yann Tiersen contou com a presença de três jovens músicos, uma mulher e dois homens, que, juntamente com ele, serpenteavam por entre os mais de 15 instrumentos em palco cantando e tocando.

A melodia de Tiersen parecia viajar entre a Natureza e o público ia de mão dada com o músico por entre vales e riachos, por entre o verde da vegetação e o azul cintilante da água. Apenas um ecrã de telemóvel de tempos a tempos, aqui e ali, que se ligava para registar o momento fazia aterrar por breves instantes na realidade.

O concerto terminou e o público voltou da dimensão que Tiersen criou tão bem, aplaudindo-o de imediato de pé - a forma mais sincera de agradecer por aquela viagem mágica.

Houve tempo para um encore, com mais alguns temas, sem nunca deixar o tom suave e apaziguador que acalma qualquer alma mais inquieta.

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