/ Backstage - Maria Valente
Qui, 1 Ago 2019 às 12:18

Tiago Nacarato: "Muita dedicação, carinho, amor,.. são esses os ingredientes da minha música"

Tiago Nacarato, portuense de gema, mas com ascendência brasileira, faz sucesso a cantar entre música de Portugal e do Brasil. Atuou no palco principal do MEO Marés Vivas'19 e a Backstage conversou com o artista.

Backstage: Pode se dizer que o teu estilo musical quase foi decidido à nascença muito por influência do teu pai. Imaginas-te a cantar outro estilo que não este?

Tiago Nacarato: Realmente o meu pai teve muita influência nas minhas decisões artísticas até agora. É como se tivesse a fazer um trabalho de revivalismo do tempo em que ele ainda vivia comigo, mas sim, imagino-me completamente a virar do avesso e ser uma metamorfose ambulante.

B: Qual seria o estilo que te imaginarias a cantar?

TN: É interessante essa pergunta porque tenho ouvido muita outras coisas para além de Samba ou MPB. Tenho ouvido Tom Misch e coisas mais groovadas com harmonias jazzísticas. MPB também tem muita harmonia jazzística mas com um groove mais quadrado. Tom Misch seria uma referência, entre outros.

B: Tens uma legião muito grande de fãs no Brasil, tão grande ao ponto de se ter justificado uma digressão por lá. O público brasileiro pode ser considerado muito nacionalista, não sentiste dificuldade que um não nativo fosse para lá cantar música brasileira ou achas que te confundiram com um brasileiro e a coisa pegou?

TN: Pelo contrário, acho que eles se sentiram muito bem representados e eles agarraram-me com muita força. Eu fiz uma tourné lá em outubro e as casas estavam cheias, eles receberam-me com muito amor e muito carinho. Pós concerto, havia uma fila para tirar fotografias como é habitual, as pessoas vinham de todo o lado assim com muito carinho sempre então não senti dificuldade nenhuma e eles receberam-me com muito carinho

B: Apesar de estares a trabalhar no teu percurso a solo, não deixas um projeto em conjunto que é a Bamba Social. Por que é que achas que é importante este projeto em conjunto?

TN: Eu acho que a cima de tudo é o meu prazer em tocar e em ser músico e com eles eu consigo realmente com eles marcar essa estética. A estética do Brasil, a estética do Samba, da musica brasileira. Com a minha carreira posso e quero realmente mudar sempre de estilo a cada disco, novos desafios, novas estéticas. Então é importante manter, com muito prazer, não por estratégia profissional, muito mais pelo prazer, mas para te responder á pergunta sim é importante manter isso para distinguir a minha carreira a solo da Bamba Social e conseguir assim na minha carreira a solo explorar vários estilos.

B: O teu álbum está para breve. O que é que podemos esperar dele?

TN: Hum… Canções (risos). Canções que contam um pouco da minha vida, um pouco da minha perspetiva deste mundo, muita dedicação, carinho, amor, que são esses os ingredientes da minha música, e podem esperar arranjos lindíssimos dos músicos que estão comigo, que gravaram o álbum com muito carinho também, que se portaram muito bem. Tomás Marques, Fábio Almeida, o Edu Mundo que esteve lá a fazer segundas vozes incríveis, o André Indiana também teve uma produção incrível, várias participações também e um disco que vai oscilar entre o sotaque brasileiro e o sotaque português também.

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