Eurovisão tem novas regras: países em conflito não podem ser anfitriões
Yuval Raphael, em representação de Israel, marcou presença no Turquoise Carpet da cerimónia de abertura da 69.ª edição do Festival Eurovisão da Canção, na Messe Basel, a 11 de maio de 2025 / Getty Images
O diretor do festival, Martin Green, diz que as mudanças ajudam a manter o concurso "justo, transparente e consistente". As alterações tocam em três áreas: conflitos armados, idade mínima dos concorrentes e uso de vozes gravadas nas atuações.
A organização decidiu fazer estas mudanças depois de ouvir a opinião das emissoras envolvidas na edição deste ano, em Viena. Recorde-se que vários países, entre os quais a Espanha e a Irlanda, optaram por não entrar no concurso porque Israel se manteve na prova.
A partir de 2027, a emissora vencedora deixa de poder organizar o festival caso um conflito armado, uma crise geopolítica ou outra circunstância comprometa a segurança da região. Nesse cenário, a União Europeia de Radiodifusão escolhe uma emissora alternativa para assumir essa responsabilidade.
A idade mínima de participação sobe dos 16 para os 18 anos, uma medida que reforça a proteção dos artistas mais jovens face às pressões associadas à competição.
Quanto ao áudio, a organização esclarece que o princípio se mantém inalterado: a voz principal de cada tema deve ser sempre interpretada ao vivo, ainda que sejam permitidos elementos pré-gravados como faixas de apoio. O objetivo é garantir que o público a ouça sempre em direto.
O Festival Eurovisão da Canção 2027 vai decorrer em Burgas, cidade búlgara junto ao Mar Negro, nos dias 11, 13 e 15 de maio. A Bulgária venceu a edição de 2026 com o tema "Bangaranga", interpretado pela cantora Dara.