Diego Miranda: "Nunca nada está feito, é um passo a seguir ao outro."

Entrevistámos o português que é uma das mais recentes confirmações da primeira edição do Ultra Music Festival em Abu Dhabi.

Quarta-feira, 12 de Fevereiro de 2020, às 00:00

Se em 2019 Diego Miranda sentiu o peso da responsabilidade de ser o único DJ português a atuar no Tomorrowland, em 2020 a responsabilidade acresce, pois chegou a hora de Diego se estrear no Palco Principal do festival.

Qual é a sensação de, 4 atuações depois, ser convidado a atuar no palco principal daquele que é o maior festival de música eletrónica do mundo?

É profundamente gratificante e como é normal sinto uma satisfação enorme, aliada a uma tremenda responsabilidade. Mentia se não dissesse que estou feliz e realizado com mais este passo.

Quais são as expectativas?

Imensas, por norma já me sentia gigante nos outros palcos. Ir agora ao main stage é a oportunidade não só de partilhar a minha música com ainda mais pessoas como entrar num novo patamar.

Neste momento penso essencialmente na música. Irei apresentar alguns trabalhos novos o que aumenta as expectativas, é transmitido em directo para todo o mundo, será um passo gigante.

Como está a ser a preparação para o evento?

Eu ainda não cheguei a essa parte. Neste momento estou bastante concentrado em estúdio, embora vá pensando no que irei fazer, de facto ainda não cheguei aí.

Nunca levo nada pré-definido, tenho naturalmente uma ideia, mas quase sempre ou pelo público ou pelo momento, altero a sequência que havia previsto ou as músicas que toco. Depende sempre do público.

Sente diferença quanto ao tipo de público, mediante o país ou o tipo de festival em que atua?

Imenso, o grau de dificuldade aumenta sempre. Embora as pessoas saibam e esperem algo, há que inovar, surpreender e marcar o momento. Há países mais fáceis, outros mais difíceis, mas felizmente até hoje tenho sempre conquistado os países para onde me convidam.

É profundamente gratificante ser aguardado e depois sair sempre com muitas pessoas a dar os parabéns e agradadas, é sinal de que cumpri e isso enche-me a alma. É a razão do meu trabalho e da minha busca pois quero sempre mais.

Depois há a motivação dos grandes festivais, onde apenas estão os melhores e aí a responsabilidade aumenta pois a crítica também é mais atenta.

O que é que se segue? Depois de uma conquista desta dimensão, qual é o próximo objetivo a ser atingido?

O meu objetivo é sempre conseguir crescer como pessoa, como produtor e como artista, este para mim é apenas mais um passo na conquista do sonho.

As pessoas apenas veem a actuação em palco e ouvem a música que faço, mas por detrás disso há muito, mesmo muito trabalho. Posso afirmar que trabalho há mais de 10 anos, sete dias por semana, é uma opção que no fundo me realiza completamente.

Mentia se não dissesse que procuro ainda o meu hit mundial. É isso que todos os produtores mundiais procuram, uma música que dê o pleno em todo o globo e não apenas em alguns países.

O que diria então a um jovem produtor de música eletrónica que sonha um dia atuar no Tomorrowland, tal como o Diego?

Para nunca desistirem, para trabalharem afincadamente. Nada acontece por acaso. A maioria pensa que as coisas acontecem por amizades ou conhecimentos, não é assim. Os convites só surgem quando há qualidade e fazemos a diferença.

Nunca nada está feito, é um passo a seguir ao outro.

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Rita Vieira
Jornalista
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