Keane / Paulo Pinho

Coliseu do Porto rende-se ao regresso de Keane

A banda apresentou o seu quinto álbum Cause and Effect para um público de quatro mil pessoas.

Domingo, 26 de Janeiro de 2020, às 21:17

Após uma passagem em 2019 pelo festival MEO Marés Vivas, em Vila Nova de Gaia, parece que a banda de Tom Chaplin, Tim Rice-Oxley, Richard Hughes e Jesse Quin não aguentou a saudade de terras lusitanas e voltou para uma dose dupla de concertos, no Porto e em Lisboa.

O concerto de Keane no passado sábado, no Coliseu do Porto, começou com um enorme aplauso logo no primeiro acorde dado pela banda. Durante duas horas foram poucos os momentos em que os fãs não acompanharam as letras das canções, provando assim o impacto que a banda inglesa tem.

Perante um público de quatro mil pessoas e bastante heterogéneo, com fãs de várias idades e oriundas de vários países, Keane apresentaram o seu quinto álbum “Cause and Effect” lançado em setembro do ano passado e que marca o regresso da banda inglesa fundada em 1995. Claro está, sem esquecer temas icónicos como “Silenced By The Night”, “Everybody’s changing” e “Is it Any Wonder” que a banda tocou quase no início do espetáculo.

Entre as 25 músicas, o carinho entre o público e banda fazia-se notar. Com a bandeira de Portugal atada ao microfone, Tom Chaplin interagiu com os fãs, confidenciando o quanto gosta da cidade do Porto e o quanto se sente um sortudo com a tour que estão a ter, e ainda teve direito a um ramo de flores atirado pelos fãs.

Com um palco minimalista, mas recorrendo a um jogo de luzes muito completo, o concerto foi pautado pela euforia em músicas como “Spirraling” e momentos mais calmos com músicas como “Strange Room” em que o público não perdeu tempo a acender as luzes dos telemóveis para as balancear no ar.

Foram muitos os momentos marcantes com uma banda que se entrega por completo ao público, mas foi com “Young are Young” que Tom Chaplin conseguiu colocar o Coliseu do Porto a cantar com ele de um modo comovente. Mesmo depois de terminada a música, e acapella, o público continuou a cantar, ecoando as suas vozes por todos os recantos do Coliseu. Durante aqueles breves minutos, Tom sentou-se na beira do estrado no palco para absorver o que se estava a viver naquela sala de espetáculos.

O concerto terminou com o tradicional encore em que Keane acederam ao pedido dos fãs e cantaram “Hamburg Song?”, alterando o alinhamento previsto, mas foi com “Sovereign Light Café” que a banda se despediu do público nortenho deixando no ar um “Vemo-nos em breve”.

Esperamos que se cumpra, com a certeza que serão sempre bem recebidos.

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