Dino D'Santiago - Ana Ribeiro

A geração Kriola de Dino D'Santiago ecoou no Porto

Num concerto já há muito ansiado, tanto pelo artista como pelo público, Dino D'Santiago atuou no Porto, na Super Bock Arena, no âmbito da iniciativa Santa Casa Portugal ao Vivo.

Sexta-feira, 27 de Novembro de 2020, às 21:18

A sala de espetáculos da Super Bock Arena abriu mais uma vez as suas portas, esta quinta-feira, dia 27 de novembro, para deixar entrar mais um concerto no âmbito da iniciativa Santa Casa Portugal ao Vivo. Já passava das 20:00, quando Dino D'Santiago subiu ao palco. Uma entrada serena, como que a absorver cada frame daquele momento, a contrastar com o entusiasmo imediato do público. O artista abriu as hostilidades com Morabeza (nananana), um dos temas do seu último álbum Kriola, lançado em abril, em pleno confinamento.

Acompanhado de Sol Lopes, Sofia Grácio e Nayela Simões, Dino D'Santiago apresentou temas como Nova Lisboa, Arriscar, Raboita Sta. Catarina e Roda, passando assim também pelos seus trabalhos mais antigos. Estávamos a meio do concerto e o artista de Quarteira chamou a palco Kady. Pela primeira vez, Dino D'Santiago juntou-se às suas três musas, que tomam conta do instrumental e dos coros, para dar espaço a Kady. A artista que levou a música da autoria de Dino D'Santiago, Diz só, ao Festival da Canção, teve oportunidade de apresentá-la ao vivo ao público da Invicta.

Apesar das indicações antes do início do espetáculo, para se manterem sentados, foi impossível conter a vontade de dançar. Cumprindo as normas de segurança, foram muitos os que pularam da cadeira aos primeiros acordes de Kriolu e a energia manteve-se em alta até ao final do concerto.

Em jeito de agradecimento, já no encore, o artista recordou momentos e pessoas importantes ao longo dos 11 anos que viveu no Porto, na altura em que integrou a banda Expensive Soul. Antes de terminar com Nôs Funaná e de trazer novamente o público ao rubro, Dino D'Santiago cantou acapella Vida Boa de Slow J. Num silêncio profundo, entoando como de um hino se tratasse, Dino D'Santiago ecoou pelas paredes da Super Bock Arena que "Não quero uma boa vida, eu quero uma vida boa/ Nada do que que a minha sina diz foi escrito à toa".

Dino D'Santiago utiliza a sua voz, que tem tanto de serena como de assertiva, para elevar bem alto valores importantíssimos como a união, a partilha e o amor comum. A explicação de cada uma das letras da sua música daria um livro de poesia bem interessante. É mestre em nos surpreender com junções inusitadas. Consegue juntar o funaná ao R&B, a morna a sons eletrónicos, como se todos estes géneros e estilos já fizessem parte uns dos outros há muito tempo. Como se viessem todas de um local só, assim como as pessoas. Dino D'Santiago é a personificação do que é uma geração Kriola, uma geração de mistura, em que o lema "A união faz a força" não poderia ser melhor aplicado.

Foi uma noite recheada de otimismo e de boa energia. O público saiu renovado e Dino D'Santiago conseguiu com que nem as máscaras impedissem de ver e sentir a felicidade do público.

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Catarina Freitas
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Ana Ribeiro
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