Sáb, 10 Jun 2017 às 23:13

NOS Primavera Sound'17: Coleção (de memórias) de Primavera-Verão

Dia 09 de junho foi o dia em que se empenhou o máximo da logística no NOS Primavera Sound. O dia mais esperado e cerca de 20 grupos musicais em quatro palcos. Uma lotação esgotada de cerca de 30 mil pessoas.

Assistir ao festival Primavera Sound é como passar por um jogo com vários níveis. Começa ainda à tarde e os estilos alteram-se à medida que o tempo passa. É um jogo em que se pode escolher com quem vamos, com quem ficamos, que música queremos ouvir, tudo isto a passar de um palco para o outro.

Um jogo também parecido a uma passerelle da coleção Primavera-Verão. O estilo é conhecido: liberdade, coroas de flores, tranças, chapéus e óculos de sol.

Neste dia passaram a ser quatro palcos a funcionar em simultâneo, mais do que o primeiro dia, quinta-feira, em que só subiram artistas aos palcos NOS e Super Bock.

First Breath After Coma. Uma aragem nova para dar início ao segundo dia do festival. A banda portuguesa toca ainda com a luz forte do dia e, com sons algo pesados, parece ter um caminho iluminado no futuro, a ver pelas reações do público.

A norte-americana Angel Olsen trouxe folk-rock ao Parque da Cidade e parecia já estar no seu ambiente natural, apesar de alguma formalidade para fazer uma atuação à altura do maior palco.

Não desiludiu o concerto de Bon Iver. Foi poderoso, tal e qual como a noite e o público pediam. A banda não era muito grande, mas as músicas ressoavam pelo recinto. Houve momentos em que Justin Vernon libertou a voz, e outros em que se prendeu nos seus sentimentos. E se por vezes a voz é um pouco mais fraca, a presença em palco nunca o é.

Julien Baker veio com sons mais animados e uma colorida bandeira a defender os direitos LGBT. Também de destacar a atuação de Skepta, que tal como os outros artistas, trouxe trabalhos de toda a carreira e levou o público por uma noite em cheio.

Para encerrar a noite, o Richie Hawtin - CLOSE veio dominar o Primavera Sound por completo pelas 02:50 horas no palco Pitchfork. O canadiano fez uma atuação eletrizante, pôs tudo a mexer com a sua música eletrónica. Por último, Mano Le Tough, um DJ forte, a começar pelas 04 horas e a manter o ritmo do festival pela noite dentro.

(Fotografias de Bon Iver por Hugo Lima)

Galeria

Etiquetas

Publicidade

Agenda

26Mar

Janeiro

Porto

28Mar

Diogo Piçarra

Lisboa

28Mar

Fornova Melhores do Ano

Matosinhos

29Mar

Fat Freddy's Drop

Lisboa

02Abr

Manel Cruz

Porto

15Abr

Bon Iver

Lisboa

22-23Mai

North Music Festival

Porto

Publicidade

Artigos semelhantes