Raquel Tavares usou um pouco de “Raquel” para encantar coliseus

Raquel Tavares subiu ao palco do Coliseu do Porto no dia 22 de abril, atingindo mais um objetivo para se sentir uma artista completa – o de dar concertos em nome próprio nas mais importantes salas de música do país.

Apesar de que um artista não se mede apenas pelos palcos nem só pelo público. E a fadista demonstrou ao vivo como faz que as suas músicas sejam tão apreciadas. Trouxe para isso o terceiro álbum de originais, “Raquel” e canções de outros cantores de língua portuguesa, como Caetano Veloso, Tiago Bettencourt e Miguel Araújo.

O público, sentado, teve uma noite de emoções, ao som da voz aveludada de Raquel Tavares. Uma voz que se sabe escutar a si própria antes que os outros a escutem, um conhecimento profundo das suas capacidades para “apenas” entrar num coliseu e demonstrar domínio de uma voz forte e ampla. E continuando, “apenas” a mergulhar o público no fado e no seu significado.

Raquel Tavares veio para brilhar. Para se expor às luzes da ribalta, que não lhe ficavam nada mal, já que as suas músicas, todas cantadas em português, conquistam o ouvido.

A noite foi cheia de êxitos da música portuguesa e viveu de muitos momentos de fortes aplausos às canções que tocam corações por se relacionarem com algum aspeto da vida. São exemplo os temas “Fui ao baile”, “Meu amor quase perfeito” ou “Meu amor de longe”.

Um dos momentos que causaram mais impacto no público chegou com o “Coração Independente” de Amália Rodrigues, interpretado aqui por Raquel Tavares que dispensou o microfone.

Nada substitui a sonoridade da voz natural desta fadista que pela primeira vez realizou concertos em nome próprio no Coliseu de Lisboa a 21 de abril e no Coliseu do Porto no dia seguinte.