NOS Alive’17 fica para a história com os concertos do último dia

Já passou o último dia de um festival que recebeu 55 mil pessoas por dia desde 06 de julho.

O cartaz tinha os nomes certos para ter visitantes de todo o mundo no Passeio Marítimo de Algés: Depeche Mode, Imagine Dragons, Cage The Elephant, Spoon, Kodaline e muitos outros.

O palco principal abria às 18:00 de um dia mais cinzento com The Black Mamba, recebidos de braços abertos pelo público que se juntava ou que rondava pelas atrações dos stands presentes no recinto.

O clima aqueceu muito com os Kodaline que vieram com alguns trabalhos mais recentes, mas sempre com música que transmite sentimentos. Por isso estavam milhares de pessoas a perder o medo de expressarem os sentimentos através das letras sabidas de cor.

O EDP Fado Cafe foi animado durante toda a tarde com a programação da Tasca do Chico, que trouxe novos talentos portugueses para um dos sete palcos do NOS Alive.

Spoon subiam ao palco Heineken pelas 20:10 para encontrar também um público fiel e ansioso. Centenas e centenas de pessoas no palco Heineken, e mesmo assim não era uma tarefa muito fácil chegar a outro lado do recinto, onde milhares se juntavam para ver Imagine Dragons no palco NOS. O vocalista Dan Reynolds transformou o entusiasmo em loucura ao descer o palco e aproximar-se dos fãs. O concerto acabou perto das 22:00 e seguiam-se Depeche Mode.

Pelas 22:20 começava o último concerto do palco NOS, dos Depeche Mode. O público contemplava algumas baladas em silêncio e admirava a elasticidade de Dave Gahan, que por vezes parava e ouvia o seu eco no público.

Depeche Mode saíram do palco, mas ninguém parou de gritar e bater palmas enquanto a banda não voltasse. Ao voltarem, já parecia a despedida, mas a banda cantou “Thank you for bringing me here” e não foi a última canção. Ainda estavam preparadas algumas músicas que o público ia adorar, como “Personal Jesus” ou “Walking in my shoes”. “Lisbon, you really are the best” dizia Dave Gahan antes de desfilar por toda a extensão do grande palco como numa passarelle.

Nos outros palcos continuavam ainda os concertos na última noite do festival. Cage The Elephant tinham uma enorme multidão debaixo da cobertura do palco Heineken, mas também no exterior estavam centenas de pessoas sentadas a assistir pelos ecrãs e a poder ver o imparável Matt Shultz a correr e saltar pelo palco e aventurar-se na altura a que o público segurava o seu corpo, mesmo que os seguranças o tivessem tentado impedir a todo o custo. As cenas do músico eram de rir e ficam para serem contadas como uma das grandes noites dos festivaleiros.

No palco Heineken seguiram-se ainda as atuações de The Avalanches e Peaches e até às 04:00 ainda era possível dançar em frente ao palco NOS Clubbing.

Na conferência de balanço, a organização revelou vários números, relembrando que todos os bilhetes foram comprados e o festival esgotou três meses antes da data. “O festival chegou ao país inteiro e alguns concertos ao mundo inteiro”, disse o diretor Álvaro Covões.

Os organizadores mostraram muita satisfação com a 11ª edição do festival, a primeira a ficar esgotada quase três meses antes do início e também uma edição onde o Instituto Gulbenkian de Ciência comemorou 10 anos de trabalho ao lado da promotora Everything Is New.

Fotografias de Depeche Mode: Arlindo Camacho / Everything Is New