O ano de 2016 em revista pela Backstage

O ano que agora termina trouxe várias estreias em solo português de artistas desejados a nível internacional e provou uma vez mais a garra dos músicos portugueses.

A música é feita de contrastes, a escolher de uma infinita lista de estilos musicais que são reinventados todos os anos graças a músicos e editoras que lutam para se diferenciar. O ano de 2016 não foi exceção e os grandes hits foram repetidos vezes sem conta nas rádios, televisões e no meio digital. Mas o que é irrepetível é a interpretação e atuação ao vivo nos concertos, indispensáveis para proporcionar uma maior proximidade entre os fãs e as estrelas, e acima de tudo, criar vivências e experiências memoráveis, que ainda podem ser mais intensas nos festivais.

Assim, verificaram-se também contrastes na programação das grandes salas do país, mas não faltou qualidade nessa diversidade de gostos para públicos diferentes. E a música portuguesa também teve grandes destaques, tanto a nível individual como a nível de festivais, que acolhem milhares de pessoas oriundas de várias partes do mundo.

A música portuguesa foi enaltecida por artistas como Noiserv, Ana Moura, GNR, Cuca Roseta, Mickael Carreira, entre outros.

António Zambujo e Miguel Araújo juntaram-se para mais de 25 concertos ao longo de vários meses e todos estes concertos aconteceram e repetiram-se em apenas dois locais: Coliseu do Porto e Coliseu de Lisboa.

Tal como Ana Moura, os D.A.M.A. cortaram uma meta ao subirem pela primeira vez ao palco principal do MEO Arena a 21 de setembro.

Agir estreou-se nos palcos dos coliseus e viu as duas datas ficarem esgotadas, para marcar um segundo concerto no Coliseu de Lisboa.

A carreira de Marco Paulo atingiu meio século em 2016 e permitiu-lhe reviver as músicas no Coliseu do Porto.

Em janeiro, Portugal recebeu a visita em trabalho de Hozier (16) e Bryan Adams (25 e 26). O cantor brasileiro Seu Jorge veio no início de março em nome próprio e regressou em outubro juntamente com Ana Carolina. Também em março, viveu-se a euforia e alegria com Kodaline no dia 06 e Macklemore & Ryan Lewis no dia 30, no MEO Arena.

A mesma sala, e a maior do país, teve agenda cheia com os nomes mais conhecidos em todo o mundo e que continuam a consolidar a fama ao longo dos anos. Foi o caso de Florence and The Machine, a 18 de abril, dos Muse com data dupla nos primeiros dias de maio e dos Scorpions a 28 de junho.

Adele reservou duas datas na maior sala de espetáculos do país para a sua estreia em Portugal, 21 e 22 de maio. Os espetadores confirmaram a evolução na vida da cantora, através de letras sentimentais e nostálgicas que conseguem chegar ao coração e conseguem traduzir os pensamentos de uma imensidão de pessoas.

Ainda em maio vieram ao Passeio Marítimo de Algés os AC/DC, com o vocalista Axl Rose.

Os últimos meses do ano não deixaram de surpreender com a estreia em território português das Fifth Harmony a 16 de outubro e de um duo brasileiro muito querido aos ouvidos dados à língua portuguesa.

Ana Carolina e Seu Jorge, a 28 de outubro. Há mais de dez anos que o mundo não ouvia este dueto ao vivo. Foi durante o ano de 2005 que se uniram e separaram para dar voz a duas das carreiras mais premiadas da música popular brasileira.

Outro cantor brasileiro a vir encantar o público português com uma voz afável foi Caetano Veloso, a 07 de setembro no Coliseu de Lisboa. Eagles of Death Metal atuaram no mesmo local a 11 de setembro.

As últimas estrelas de renome internacional a dar música ao vivo aos portugueses foram SOJA no Campo Pequeno a 03 de novembro, The Kills e The Cure. Justin Bieber não falhou este ano a Portugal e atuou no MEO Arena. Todos com a sua receita única de diversão e musicalidade.