Reportagem

NOS Alive’17: público efusivo no primeiro dia

O palco principal no primeiro dia era inaugurado às 18h00 pelos portugueses YCWCB, com um sol brilhante por cima. Em entrevista à Backstage, disseram que entraram em palco com "à vontade" devido ao apoio de "quem está do lado de lá" e elogiaram o ritmo certo das palmas do público.

Seguia-se no Palco NOS os Alt-j. Hora do jantar, imensas pessoas deslocam-se dos concertos para a área de alimentação. As filas não são apenas para comida, mas também para multibancos.

Há caixas de multibanco na Rua EDP, dedicada à vida lisboeta, onde fica precisamente o Fado Cafe e onde Miguel Araújo tocou durante mais de duas horas. Tem música para tanto sim, pois disse em entrevista à Backstage que tem "centenas" de canções ainda a meio.

O espaço onde está Miguel Araújo é pequeno para as pessoas que o procuram e que fielmente ficam a ouvir, fora das portas, as músicas que sabem cantar de cor e que gostam de dançar, como "A Recantiga" e "Será Amor".

Enquanto Miguel Araújo se despedia com "A Pica do Sete", já estava a ficar abafado pelo tão próximo Palco Heineken, onde atuava o norte-americano Ryan Adams. Nesse confessionário Ryan Adams apelou ao público para ainda acreditar no Rock and Roll. Com este pedido, pelas 22h40 já as pessoas começam a apressar-se para o Palco NOS, onde uma legião de fãs já estava pronta para ver a guitarrista e vocalista Alison Nicole Mosshart dos The Kills dar um espetáculo muito aplaudido.

A noite já era cerrada e as luzes, mesmo no exterior, funcionavam muito melhor. Chuviscava luz branca enquanto o público dançava.

Antes da meia-noite o recinto coberto do Palco Heineken já se encontrava cheio para Royal Blood. Cantavam-se cânticos com o nome da banda e cada movimento das luzes no palco trazia furor à plateia, cada batida nova fazia com que o público entrasse imediatamente em sintonia. A receção ao duo britânico foi excecional e os músicos entraram com toda a força, como se via pelo baterista Ben Thatcher que quase fazia voar os pratos.

Todas as idades estavam reunidas e mesmo fora do recinto, muita gente estava sentada no relvado a apreciar pelos ecrãs. O público mereceu o elogio de ser "o melhor público de todo o mundo" do vocalista Mike Kerr.

Já pouco faltava para o concerto marcado para 00h55. "Starboy" subiu a palco já com milhares à espera. The Weeknd chamou Portugal a saltar muitas vezes, viu à sua frente uma maré de braços no ar e um eco forte. O espetáculo começou logo em grande movimento, foi ficando ainda mais louco e acabou em chamas.

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